Pulp fiction é uma ficção publicada em um tipo de papel de baixa qualidade chamado de pulp paper. Se formos comparar com os dias de hoje, o mais próximo do pulp paper é o papel jornal. A publicação das pulp stories começou após a Guerra Civil Americana. Tratavam-se de histórias rápidas, feitas em um papel muito barato e com o objetivo de entreter sem que o leitor precisasse fazer grandes reflexões. Pulp fiction e fast food possuem a mesma lógica: baixo custo, maior público. Para ler um pulp, a pessoa não precisava ter um alto nível de instrução. Entretanto, nas pulps veremos a formação de uma série de estereótipos literários.

Como um fast food, o objetivo do pulp é uma leitura rápida e um retorno constante. As editoras queriam os consumidores das pulps comprando cada vez mais. Para isso, era preciso agradar o grande público. E se eu quero agradar, preciso escrever o que o público quer ler. Por conta disso, esse tipo de literatura não faz o público criticar a sua realidade: ela apenas repete o que já faz parte do senso comum. É por esse motivo que os estereótipos tão comuns entre os americanos se reproduziram assustadoramente já que os pulps alcançavam diversos setores da sociedade.

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Um dos mais influentes escritores de pulps foi Edgar Rice Burroughs. Suas séries mais conhecidas foram A Princesa de Marte e Tarzan. Em A Princesa de Marte, John Carter é o protagonista. Ele é o exemplo do típico americano do Velho Oeste: machista, heróico, corajoso. O racismo quase sempre estava presente nas pulps. Isso porque as histórias usavam o pano de fundo do western que ainda mantinha muitos resquícios do período anterior à Guerra Civil. 

O elemento-chave em uma história de western é ter uma civilização que valoriza as virtudes do Ocidente e estes encontrarem homens que valorizam o individualismo, uma orientação sem lei. A típica cena de índios cercando uma diligência ou fazendeiros atacados por bandoleiros sem lei são exemplares desse tipo de encaminhamento nas histórias de western. É necessário ter uma civilização nos moldes ocidentais e outra formada por bárbaros sem lei; e então aparece um heroi solitário que compartilha os valores da civilização, mas possui habilidades detidas pelos bárbaros. E então ele resolve os problemas entre os dois grupos. O heroi funciona como um mediador entre os dois grupos. 

Porém, quando a historia termina, o heroi se torna um homem muito poderoso ou o mais perigoso da região. Normalmente, podem acontecer duas coisas: ou ele se aposenta ao final do conflito ou ele vai embora, seguindo em busca de novas aventuras. 

 

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