E voltamos a falar um pouco de filmes. Eu sou famoso por demorar bastante a ver um lançamento. Admito isso, mas tal se deve a meu pouco tempo livre nos últimos tempos.

Bem, a versão de O Massacre da Serra Elétrica que eu queria comentar é a versão nova de 2006 dirigida por Jonathan Liebesman. Trata-se de um diretor novo que na época do filme só tinha dirigido um longa (Ao cair da noite) e dois curtas. Texas Chainsaw Massacre foi o degrau que Jonathan precisava para pegar filmes de maior orçamento como Fúria de Titãs 2 e Batalha por Los Angeles. O segundo é um filme muito bom, com ação ininterrupta e uma dinâmica boa para um filme de ação.

Vamos por partes. O elenco é questionável. E bota questionável nisso. Leatherface nesse filme não fala muita coisa. Nem precisa; basta ser grande, andar rodando uma serra elétrica e destruir tudo pelo caminho. O personagem caiu nas mãos de Andrew Bryniarski. Grande, assustador, ou seja, boa escolha. O personagem não exigia um ator, mas um brutamontes.

E cá estamos nós com uma famosa dupla de séries: Matt Bomer e Jordana Brewster. Juntamente com Taylor Handley, eles formam o trio que é ameaçado por Leatherface e sua família assustadora. Bomer interpreta Eric, um bad boy que queria servir no Vietnã (o filme se passa nessa época); Handley interpreta Dean, um cara que não compartilha do mesmo desejo de seu irmão. Ambos os irmãos estão com suas namoradas: Jordana Brewster interpreta Chrissie, namorada de Eric e Diora Baird, Bailey, namorada de Dean. Bomer entrega uma boa atuação, algo típico dele. Quem o conhece de White Collar sabe do que o rapaz é capaz de fazer. Os momentos de tensão são passados muito bem por Bomer: a gente fica realmente preocupado com o personagem. Uma das cenas mais fortes do filme (tirando o gore posterior) é quando o tio de Leatherface faz Dean fazer flexões enquanto bate em suas costas várias vezes com um pedaço de pau.

Jordana Brewster é um ser avulso no filme. Ela é anunciada estampada em letras garrafais no DVD. Até aquele momento, ela era a mais famosa dos protagonistas. Mas ela é uma péssima atriz. A gente sente que ela está perdida na trama. Até Diora Baird consegue nos entregar algo melhor. Já Taylor Handley faz uma atuação mais discreta, sem mostrar muito para o que veio. Não tenho muitos comentários a fazer sobre ele porque sinceramente foi um personagem com quem não me importei.

O filme se passa em uma região do meio-oeste dos EUA. Ambiente desértico, estradas perigosas. Um ambiente diferente para um filme de terror. Gostei da escolha dos cenários e a casa de Leatherface realmente parece um açougue. No mais, não há muito o que falar sobre ambiente porque a ação se passa quase toda em uma estrada e a outra parte na casa da família de Leatherface.

Podemos dizer que o diretor do filme foi honesto com a trama. Texas Chainsaw Massacre é uma grande homenagem aos filmes clássicos dos anos 80. Aqueles da época dos Contos da Cripta. Plots bizarros, personagens no limite da loucura, lugares exóticos. E é isso que o filme entrega. É um filme gore do início ao fim. Me recordo de que quando o tio do Leatherface mata a mulher da moto, eu fiquei estático. Não esperava algo tão cedo no filme. E tudo aconteceu de uma forma muito súbita. Toda a ação do filme nos faz recordar desses filmes clássicos. O nível de violência do filme é bizarra: de arrancar braços, tiros na cabeça, arrancar pele. Quem tem estômago fraco, nem assista. Nesse aspecto o filme é pesado mesmo.

´Para fechar algumas cenas são emblemáticas. A primeira vez que Leatherface usa a motosserra é empolgante. A gente até bate palmas porque isso é a essência do personagem. A sequência em que ele arranca o rosto de um dos protagonista e passa a usar como máscara também é outra cena carregada de simbologia. Enfim, o filme é excelente para assistir com a esposa  ou com a namorada, agarradinho para que ela sinta medo.

Se ela sentir medo, ótimo, porque eu  não senti. Texas Chainsaw Massacre é um típico filme B, de terror gore. Portanto, merece uma nota 7 em 10. E dê-se por satisfeito.

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