Imagem

Corpos Ardentes ou Body Heat é um filme de estilo noir de 1981. Em seu elenco podemos ver estrelas de primeira grandeza como William Hurt, Kathleen Turner e Mickey Rourke. A história é bem simples: um advogado mulherengo interpretado por William Hurt conhece uma mulher sensual (Kathleen Turner) e casada. William Hurt faz todo possível para seduzi-la e se vê envolvido em uma trama de traição e ambição. O que era para ser uma aventura sensual ao adentrar nas curvas daquela provocante loira, torna-se um terrível perigo para a carreira e até para a vida de William Hurt.

A trama é clichê (não para a época em que foi produzido), mas o filme é espetacular. Prende o espectador pelos seus mais de 90 minutos. Kathleen Turner está fenomenal na trama e poucas vezes a vi representando tão bem uma femme fatale. Sedutora, sem ser vulgar, e sexy, sem ser erótica, ela leva o protagonista à loucura. Somente no quarto final do filme é que nós percebemos a trama perpetrada pela atriz. O tempo todo no filme, a sensual loira passa a idéia de uma mulher insatisfeita no casamento, mas incapaz de uma atitude drástica. A gente a entende como uma mulher presa a um compromisso indesejado por ela. 

William Hurt também está muito bem no filme. Passa a idéia simples de um advogado mulherengo que acaba saindo como um tolo sem perceber. É interessante observar como a atitude do personagem muda ao longo do filme: deixa de ser um fanfarrão para ser alguém realmente preocupado. Se vê tendo que juntar os pingos nos is quando finalmente nota a falta de coerência nas coisas. 

Esse filme é, sem dúvida alguma, de Kathleen Turner. Muitos a conhecem por protagonizar a clássica série A Gata e o Rato ao lado de Bruce Willis, então estamos acostumados àquela visão da atriz. Ao vê-la nesse filme, podemos notar o potencial dramático dela, ao usar caras, bocas e toques para seduzir o protagonista.

A história tem um ritmo muito bom. Quando nos vemos imersos na trama, é impossível parar. Isso porque a trama começa devagar e vai ganhando dinamismo. Eu não percebi o tempo passar ao ver o filme e nem me vi com vontade de parar (como acontece com alguns outros filmes). A trilha sonora ajuda muito também, conferindo dramaticidade e mistério às cenas.É a típica trilha sonora de filmes dos anos 80, sempre muito competente e servindo como estrutura para a história. 

Dou 9,0 para o filme. Meu 1,0 ponto retirado se deve ao fato de que os outros personagens ficaram muito no fundo da história. Eles poderiam ter participado mais e quando passam  a importar é meio tarde demais. A parceira de Kathleen Turner também é alguém perdido na trama. Para uma personagem que vai se tornar tão importante, ela aparece apenas uma vez em toda a trama.

Anúncios