Acabei de retornar de um merecido descanso de 7 dias em uma ilha paradisíaca na costa paulista. Apesar de não ter feito sol nos dias em que permaneci, correu tudo muito bem. Mas, o tema que quero tratar na postagem de hoje é de uma outra natureza: a necessidade de viajar.

Digo isso porque vivemos uma realidade muito conturbada, dinâmica e que acaba por exigir muito de nós. Nosso mundo é cada vez mais exigente conosco tanto fisicamente quanto intelectualmente. Portanto, é necessário e até saudável que, em alguns momentos, possamos desligar nossas mentes e nos focar em nós mesmos.Imagem

Claro, nem sempre isso é possível por motivos diversos: falta de dinheiro, filhos, problemas em casa. Mas, viajar deve ser algo a ser realizado ao menos uma vez por ano. Durante uma viagem, laços de amor podem ser renovados, idéias podem surgir ou problemas podem ser postos em ordem. Isso porque em uma viagem, as pressões cotidianas somem e o único foco é aquele instante de descanso. 

Isso me faz recordar do ato de flanar, ou seja, do caminhar reflexivo e observador. O flanêur se desliga de seus problemas de forma a aguçar a sua compreensão de mundo. Tentar observar a essência das coisas, as verdadeiras cores de um objeto, o desabrochar de uma flor, o farfalhar das asas de uma gaivota. No fundo, é isso o que fazemos ao viajar: flanar. 

Me recordo sempre com carinho das minhas tardes durante esses momentos mágicos (viajo pelo menos 2 vezes ao ano, durante as férias escolares). Terminar uma trilha difícil, subir o trajeto até uma cachoeira alta, deitar nas areias de uma praia, degustar uma boa culinária ou balançar lentamente em uma rede tendo o sopro da brisa da tarde como estímulo. 

Viajar sozinho ou com a(o) sua(eu) amada(o)… Não importa. Importa é realizar a tarefa, se desligar dos problemas e recarregar as baterias. Isso porque viajar é uma arte e um prazer.

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